Posts com Tag ‘RELAÇÕES’

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Relationships

fevereiro 25, 2008

Nesta quinzena a dica é quente, quase pelando! O relacionamento sexual está morno? Vamos apimentar isso, minha gente! A minha dica é: calcinha de filme pornô. Isso mesmo, aquelas que não tem como usar no dia-a-dia. Vermelhas, com pom-pom, de oncinha, com detalhes atrás, com strass. Coisa pra deixar marido de boca aberta! Uma boa é ter um apetrecho que role de “apalpar”. Geralmente espero um dia com programação especial e no meio da rua peço pro marido “sentir” a calcinha. O difícil é terminar o jantar! Ai, ai.

Outra é pra dentro de casa. Sabe aquela noite chuvosa, sem crianças, sem ninguém? Uma boa é brincar de “9 semanas e ½ de amor”! Um vinho, chantilly e morangos – a festa está garantida. Enfeite a casa com velas (uma boa são aquelas que flutuam na água, eu as coloco em potinhos de patê, aqueles da Sadia, ninguém quer um incêndio literal, não é mesmo?) . Coloque um tecido vermelho no sofá, enfeite a sala com as velas e mande o namorado pro banho (considerando que ele chegou do trabalho). Você já está linda e loira, claro. Deixe o vinho (branco!) em um balde daqueles de champanhe, com gelo. Ah, uma boa é deixar uma massa pronta e a minha sugestão é o pacottini de frango, com molho branco (compra-se tudo pronto. Aqui em Belo Horizonte, um pacote varia de R$4,00 a R$6,00 e o molho não passa de R$2,00) pra depois da brincadeira.

Quando ele sair do banho peça que ele se sente no sofá. Enquanto isso vá até a geladeira (feche a porta da cozinha pra dar mistério), pegue o chantilly e cubra a pontinha dos seios. Chegue na sala com os morangos nas mãos, só de calcinha. O resto é por conta do namorado… Mas tem uma: não pode ter frescura, vai sujar tudo mesmo. Não vai estragar o clima pensando nisso, hein?

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RELATIONSHIPS!

fevereiro 6, 2008

Uma vez li, horrorizada, em uma revista feminina uma dica assim: “É a final do Campeonato e você quer conversar? Coloque uma roupa bem provocante e fique perto dele, ele vai perceber e pode gravar o jogo pra assistir depois”. Como sou super fã de futebol comecei a imaginar o quanto isso pode atrapalhar um relacionamento. Porque pra quem ama futebol, jogo decisivo de campeonato é muito importante. Pode não ser o meu time, nem o campeonato do meu país, mas é importante demais! E o pior é que falo sério.

Futebol é parecido com religião. Uns são mais fervorosos, outros menos. Os fanáticos geralmente sofrem horrores – geralmente são os que dão entrada no hospital em época de Copa do Mundo. Mas a maioria dos brasileiros tem a sua fé, digo o seu time. Pode não ter camisa, nem saber o hino do clube, mas sabe pra quem torce. Na Copa do Mundo então… Quem menos gosta é que faz a melhor festa! Tá certo, brasileiro que é brasileiro torce ao menos pra Seleção.

Desta vez a Espelho Meu vai mostrar o olhar de uma mulher sobre o futebol. Uma visão diferente, digamos, mas não menos interessante. Por Nanu. .

Eu entendo os homens que são loucos por futebol. Quem não seria, observando a coisa pelo ângulo correto? Veja bem, são vinte e dois marmanjos suados e com cara de malvados, correndo em um gramado. Pela própria natureza do esporte, eles têm umas pernas que, ai Jesus! E o tanquinho, que dizer do tanquinho? Eu prefiro assistir futebol pela tevê, assim o ângulo de câmera me dá a impressão de que eles estão correndo pra mim, e melhor, correndo com vontade, arfando e bufando e dando empurrando uns aos outros. Me sinto a tal nessas horas.

Tem o lado lúdico do futebol também. Vez por outra algum mais desastrado presenteia a audiência com um lance digno de rinoceronte em loja de cristais. O juiz também me diverte muito, correndo pra lá e pra cá, sempre sobrando, tadinho. Parece aquele garoto rejeitado do colégio que queria muito jogar bola. O juiz é a revanche dos excluídos: não deixam o pobre pegar na bola, mas quando ele apita ta apitado e pronto. Ele manda. Ver jogador dando entrevista também me entretém, não só pelas frases meio desconexas e redundantes, mas pela sutileza cômica da cena, que, tenho certeza, poucos repararam até hoje: o cara lá, suando em bicas e cuspindo no repórter, que faz malabarismos corporais para ainda que debaixo daquela chuva salgadinha, o microfone continue onde deve ficar. Sutilíssimo, é a parte do jogo em que eu presto mais atenção.

Outra coisa que me intriga nesse esporte de alto nível é a visão de águia dos comentaristas e dos locutores. Se eu, de óculos, assistindo pela televisão, não consigo ver direito quem é quem, como eles lá em cima, lá longe, conseguem saber inclusive o nome das figurinhas pequenas correndo pra lá e pra cá? Fico fascinada com isso! Será que nos sonhos eles também vêm homenzinhos correndo?

De qualquer forma, a melhor parte mesmo são as pernas. É inútil prestar atenção na bola porque ela nunca está onde deveria, e ninguém sabe onde vai parar. O juiz é incapaz de dizer se um pênalti é mesmo um pênalti, e a torcida é composta de pessoas mal educadas e deselegantes que ficam gritando palavras chulas e jogando xixi nos outros. Se os homens pensam como eu, não sei. Acho que boa parte pensa sim. Vai saber, mas de uma coisa eu estou certa: aqui em casa nunca teve reclamação minha com futebol. Eu adoro, é impagável.

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Relationships!

janeiro 24, 2008

O outro lado

Sempre leio textos de mulheres solteiras que reclamam dos desconfortos sociais, sentimentais que a situação acarreta. O seriado Sex and the City é sobre isso. Os sites, as revistas que eu mais gosto falam disso. Falam também da não-obrigação de se encontrar um príncipe encantado, falam da tal mulher moderna. E eu que tenho um gosto musical interessante, leio bons livros, sei perfeitamente quem é Iggy Pop e Ronaldo Fraga me sinto por fora, como se faltasse algo que eu não vou viver. Explico: eu encontrei O cara. Do jeito que eu sonhei, pedi, imaginei. Com os defeitos que eu preciso. Amor à trilionésima vista, com história de dar livro e pedido de casamento à meia noite, com direito a um bom espumante, Bahia e um céu até ridículo de tão bonito. Sorte? Claro. Mas não se pode ter tudo…

Algumas das minha melhores amigas foram pra Europa fazer um curso de cinema. Eu não. Fiquei no Brasil batalhando um espaço ao sol e fazendo pratos especiais domingo à noite, de ressaca, com a cara-metade abobalhado no quarto, em frente ao Playstation 2 (a minha geração não parou de jogar video game). Um delas já me deu de presente de Natal um avental, um creme pras mãos e um guia turístico “pra ver se sai da toca”. Meu consolo foi que de Barcelona ela disse pra eu investir mesmo, porque meu namorado “é tudo de bom”. Não quero que pareça um sacrifício, é uma escolha e estou satisfeita com a minha, mas também tem seu lado ruim.

Todos os meus amigos reclamam quando eu falo que não posso sair porque meu enteado está com a gente. Sim, eu sou madrasta e amo o filho do meu namorado – nem dá pra explicar. Ele não é meu filho, mas eu preciso fazer algumas concessões em função do bem estar de todos. Claro, às vezes eu deixo os dois sozinhos e vou beber vinho na casa de uma amiga, vou almoçar com a minha mãe, vou fazer outras coisas, mas às vezes quero e preciso ficar. Tem muita gente que não entende isso e briga comigo, amigos fofos que me puxam pra realidade o tempo todo.

Eu não tenho e não quero ter mais romances. Nada de frio na barriga, nada de esperar telefonar, checar mil vezes o e-mail, nada da gostosa ansiedade do início da paixão. Tenho outras sensações, mas o início passou. No meu caso até foi bom passar, porque como caí de cama, com uma febre que não cedia durante cinco dias (minha mãe conta isso às gargalhadas). É… No meu caso foi bom passar.

Os familiares cobram. Cobram filhos, cobram casamento porque “essa coisa de morar junto é muito confusa”. Eu não fico de camisola escutando música o dia todo, não mais. Não saio pela casa cantando Madonna aos berros, nem Ramones e não faço mais nenhum dueto-que-vizinho-ouve.

Minha gata gosta mais de outra pessoa do que de mim e quem tem gatos sabe o que isso significa. Madonna Ramone, a persa azul, passa por cima da minha barriga com desdém na cama e deita no peito ao lado, ronronando.

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